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terça-feira, 2 de julho de 2013

Na mesa: novo iMac aposta todas as fichas no design


O iMac já foi lançado há algum tempo, mas só agora tivemos a oportunidade de brincar um pouco com ele. Ainda é cedo para fazer uma análise completa, mas posso dizer que este é o tudo-em-um mais atraente e desequilibrado que já passou pelo INFOlab.

Por “desequilíbrio” quero dizer que o iMac é extraordinário em alguns aspectos, mas obtuso em outros. Vamos começar pelo ponto positivo: o visual. De certa forma, o design lembra um pouco o velho iMac G4 e realmente não existe nada parecido no mercado atual. Claro, ele não é tão fino quanto as fotos do site da Apple sugere: a moldura mede um pouco mais que 5 mm na borda e atinge 4,4 cm no meio do monitor. 

Ainda assim, ele é extremamente fino para um PC. Contudo, há um pouco de ironia no fato de que ele é quase indistinguível do iMac anterior quando visto de frente e creio que a maioria das pessoas fica exatamente nesta posição para usar um computador.

Uma das mudanças mais significativas na parte externa da máquina é o tratamento antirreflexo da tela. Em parte isso se deve ao método de montagem do monitor, que se assemelha ao do Macbook Pro Retina por eliminar um dos vidros de cobertura e fundir o painel LCD com o vidro frontal. A tela ainda não é tão fosca quanto um display matte, mas pelo menos não replica o efeito de espelho das versões anteriores. A mudança é mais evidente quando se tira uma foto da máquina com flash.

Mas a preocupação com o design também teve suas vítimas. O iMac perdeu o drive de DVD e todas as conexões foram parar na traseira. Também não existe mais aquela porta na parte inferior que dava acesso à RAM. Talvez por essa razão, a Apple escolheu 8 GB como a configuração mínima de memória para o novo modelo. O restante dos componentes internos não é o tipo de seleção que vai durar por anos a fio, mas é um bom grupo de chips. Uma novidade é o microfone extra que fica na traseira para minimizar ruídos durante a captação de som.

Quanto às opções de configuração, a Apple oferece máquinas com processadores Core i5 de quatro núcleos com hyper-threading desativado (o Core i7 opcional suporta hyper-threading, mas eleva o preço final em 700 reais). Como sempre, as GPUs impressionam mais do que as CPUs: a configuração varia desde a modesta GeForce GT 640M até a avançada GeForce GTX 675MX. Já o HD passou por um downgrade: excluindo o uso de SSDs, o iMac de 21,5” só tem drives de 5400 RPM. Embora o drive utilize uma interface SATA 6 Gbit/s, é provável que o desempenho tenha caído no que diz respeito à transferência de arquivos e ao tempo de boot. Resumindo, o silício do iMac apresenta outra ambiguidade: a configuração é consideravelmente melhor, mas não o bastante para justificar o preço ou a impossibilidade de upgrade.

É difícil julgar esse PC. Por um lado, sacrificar conexões e a possibilidade de upgrade em nome de uma mudança de design que quase não tem efeito prático é uma decisão questionável para dizer o mínimo. Por outro, a Apple parece ser a única empresa que ainda investe com alguma seriedade no campo dos tudo-em-um domésticos. Quando terminarmos os testes, vocês poderão ler nossa conclusão na próxima edição da revista.




Por: Leonardo Veras / Gadgets INFO / Desktops

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