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terça-feira, 17 de setembro de 2013

Projeto da Disney planeja transformar corpo humano em ‘caixa de som’


Além de estúdios onde são gravados filmes e animações, a Disney – aquela mesma, dona do Mickey – tem também parcerias com laboratórios de pesquisa e desenvolvimento pelos Estados Unidos e Europa. E, entre outras invenções e projetos desenvolvidos nesses institutos do Disney Research, um dos mais recentes é o Ishin-Den-Shin, que transforma o corpo humano em uma espécie de caixa de som.

A ideia é menos estranha do que parece. Ou melhor, nem tanto. O sistema consiste em um microfone, ao qual devem ser ditas as palavras em voz baixa. O som fica gravado e é amplificado pelo aparelho, que o envia de volta como um sinal de alta voltagem, mas baixa corrente – nada de choque. Enquanto segura o microfone, a pessoa deve tocar em outra – ou em um objeto mesmo – para transmitir a mensagem por “áudio-eletrostático”, basicamente como se fosse eletricidade estática.

Da mesma forma que a eletricidade, aliás, o sinal ainda pode ser passado da segunda pessoa para uma terceira ou um quarta. E é a essa a única forma de fazer mais indivíduos ouvirem o que foi dito. Isso porque, ao menos no caso de transmissão para outras pessoas, o som não é audível ao redor, como acontece com o sistema de som do Google Glass. Dá para ver o sistema em funcionamento no vídeo abaixo.

O Ishin-Den-Shin não é o primeiro projeto a fazer uso de uma transmissão de áudio “diferenciada”. Além dos óculos do Google, um aparelho que também transmite som por vibrações é o Kyocera Smart Sonic, como bem lembrou o Engadget. A Disney não deixou claro se pretende usar o conceito em algum de seus produtos futuros, mas dada execução simples, é de se esperar que ele logo apareça em algum lugar.

Aliás, se ficou curioso em relação ao nome, Ishin-Denshin, em japonês, se refere à comunicação interpessoal, quando duas pessoas se olham e já se entendem, sem que uma palavra precise ser dita.  A tradução literal é algo como “o que a mente pensa, o coração transmite”. Mas no caso do projeto do Disney Research, quem transmite é a eletricidade mesmo.




Por: Gustavo Gusmão / Gadgets INFO / Miscelânea

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