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quarta-feira, 27 de maio de 2015

Novo óculos de realidade virtual trará rastreamento ocular


O mercado da realidade virtual está em uma estranha situação, em que avanços na tecnologia são feitos a cada dia e os diferentes produtos competem antes mesmo de serem lançados. Um novo headset chamado Fove, no entanto, promete trazer mudanças revolucionárias a essa indústria que ainda nem chegou às mãos de consumidores comuns.

Enquanto o Oculus Rift, o Valve Vive e o Sony Morpheus competem entre si em quesitos como compatibilidade, resolução e frequência, o Fove trouxe um conceito que nenhum dos outros exlporaram: o rastreamento ocular.

A fovea centralis é a região da retina que é responsável pelo centro da visão, onde há maior resolução de imagem em um espaço pequeno. As imagens formadas em outros pontos da retina fazem parte da visão periférica dos olhos e tem menos nitidez do que aquelas formadas na fovea centralis.

O que o Fove faz é rastrear para onde o usuário está olhando, o que permitiria que desenvolvedores criassem jogos onde há um efeito natural de embaçamento na visão periférica. Também seria possível fazer com que, além de criar apenas um efeito gráfico, os jogos possam ser programados de forma a reagir ao olhar do jogador. Desta forma, a posição dos olhos poderia mover uma mira, ou fazer com que outros personagens percebam que estão sendo observados.

Além de criar novas formas de interação, este método poderia tornar os gráficos dos jogos melhores, utilizando melhor alocação de recursos. Ao saber para onde o jogador olha, seria possível priorizar a renderização de texturas e efeitos mais complexos, enquanto o resto da cena é renderizado de forma mais simples, com o intuito de economizar processamento. Isso é um ponto a favor do Fove, já que com a resolução de 2160×1440 (maior, inclusive que a do Valve Vive, de 2160×1200), seria necessário um hardware extremamente poderoso e caro para conseguir o mínimo 60 fps necessários para uma experiência de realidade virtual sem enjôos e dor de cabeça.

A Fove diz que seu headset terá uma tela de 5,8′ com resolução de 2160×1440 pixels, rodando a um máximo de 60 fps. Há planos de aumentar estes valores para 90 fps, mas nada é certo no momento. O lançamento dos primeiros kits de desenvolvedores está previsto para 2016 e estes podem ser adquiridos mediante a doação de ao menos 400 dólares para a campanha do Kickstarter do produto.




Por: Luccas Franklin / Gadgets INFO / Realidade virtual

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