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segunda-feira, 25 de maio de 2015

Novo smartphone da Oppo tem autofoco a laser


A Oppo lançou recentemente uma dupla de smartphones sob a alcunha de R7. Ambos representam o típico smatphone asiático de especificações altas e preço relativamente baixo, mas o R7 Plus vai um pouco além na câmera.

Os novos aparelhos usam um módulo de 13 MP da Sony (IMX214) pareado a uma lente de abertura f/2.2. Mas no caso do R7 Plus, a câmera também vem com um flash LED de duas cores e com um sistema de foco ativo por laser similar ao encontrado nos aparelhos da LG. Vale lembrar que o “laser” não passa de luz infravermelha altamente colimada e que sistemas parecidos já eram usados em câmeras compactas anos atrás, mas isso não deixa de ser uma adição interessante. A câmera também usa o método de criar iamgens grandes (52 MP, especificamente) introduzido pelo Oppo Find 7.

Uma novidade mais interessante é fato de que o R7 Plus usa um sensor de imagem com um filtro de cor diferente da esmagadora maioria das câmeras. Em vez de usar o convencional filtro de Bayer (com dois pixels verdes para cada vermelho e azul), a Oppo optou por uma matriz RGBW (com um pixel para cada cor vermelha, verde e azul, além de um pixel transparente “branco”). Isso também não é estritamente novidade. Em 2012, a Fuji patentou um sensor RGBW com pixels heterogêneos e o Moto X original também usava uma câmera com um pixel branco. Outros predecessores incluem Kodak e Sugiyama.

A ideia por trás disso é baseada na biologia do olho humano. Como nosso sistema visual é mais sensível a variações de brilho de que de cor, faz sentido priorizar a exposição em vez dos tons. Desse modo, um sensor RGBW troca um pouco de fidelidade de cor por mais sensibilidade à luz. Na teoria, a ideia parece boa, mas na prática ela não tem um bom histórico. A câmera do primeiro Moto X, por exemplo, foi muito criticada inicialmente por problemas de balanço de branco e nitidez. Nada disso tem relação direta com a ideia central do sensor RGBW, mas esses defeitos mostram como um sensor diferente também exige mais cuidado por parte do fabricante. Vamos torcer para que a Oppo seja mais zelosa.

Além da câmera, o R7 Plus oferece 3 GB de RAM e 32 GB de memória NAND interna. A Oppo se vangloria de usar um processador octa core de 64 bits, mas não se iluda: trata-se apenas de um Snapdragon 615, com oito núcleos Cortex A53. A GPU Adreno 405 também não é nada especial. Por outro lado, o telefone contém uma bateria enorme de 4 100 mAh que deve durar por muito tempo graças ao processador relativamente fraco. Seguindo a tradição chinesa, ele é dual SIM e tem um slot para cartão de memória.

O Oppo R7 Plus é vendido na China por 2.500 yuans (cerca de 1.250 reais).




Por: Leonardo Veras / Gadgets INFO / Smartphones

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